Mas que pretexto tenho eu
Ser alguém de luz em meio ao breu
Do escuro mais sólido acostumei
Que de toda culpa há o meu nome
E cada erro teu tem outro meu
Sei que deveria ser
Mas já não sei viver espera
Ao lado teu somente eu
Mas não posso crer
Que você ainda é aquela
Que a gente viveu
Tenho doces dedos longos
Saboreio o próprio beijo
Aproveito todo o ensejo
Porque em versos bobos
Jogo fora o que era meu
E essa tua ausência forçada
Só me faz ferir profundo
O que machuca, mata
Só pra conhecer o mundo
Não percebe como me trata
Sabemos que um dia isso acaba
Mas, no entanto quero que saiba
Que eu sinto muita falta.
Portanto, prefiro abrir mão de seu egoísmo
Dou adeus aos lamentos teus
Coloco junto deles os meus
Não lamento seu cinismo
Nos meus olhos não têm cisco
Isso dói bem mais que um corte
Não é algo muito nobre
Ter tão pouco e tanta sorte
Dessa vez peço, não volte.
Pois com esta dor já me acostumei
Dormi pouco e já acordei
Tive muito pra dizer
Você quis me emudecer
Mas agora me calei.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Hoje não.
Tudo bem?
- Hoje não muito, estava até há pouco, mas apertou sabe?
Me segurei, respirei, escrevi, mas nada de bom saiu. Nada de bom há de sair de uma mente confusa.
Se eu estivesse triste, o texto seria melancólico.
Se estivesse feliz, seria positivo
Se estivesse tedioso, seria crítico
Mas confuso não. Confuso só me resta um teia de palavras tortas querendo invadir o corpo de uma só vez.
E então nada acontece;
Nada sai;
Nada flui.
- Hoje não muito, estava até há pouco, mas apertou sabe?
Me segurei, respirei, escrevi, mas nada de bom saiu. Nada de bom há de sair de uma mente confusa.
Se eu estivesse triste, o texto seria melancólico.
Se estivesse feliz, seria positivo
Se estivesse tedioso, seria crítico
Mas confuso não. Confuso só me resta um teia de palavras tortas querendo invadir o corpo de uma só vez.
E então nada acontece;
Nada sai;
Nada flui.
Jogos de azar
Vim brincar com as palavras
Brincar de escrever
Como gelo caindo em nossas cabeças
Talvez seja menos frio que meu coração
Mas isso está derretendo tudo muito rápido
O que eu posso esperar, pensar muito mais do que sentir?
Talvez de repente nem notemos o quanto faz falta
Alguém ausente ainda é uma presença pulsante.
Os dias se demoram, o tempo se impregna em minha mente e tudo roda
Busco abrigo, busco sombra, busco sair de meus abismos confortáveis
Mas eu sou incapaz de fazê-lo. Sou muito vazio pra ser vazio.
Que brote, que viva, mas que nunca passe de mais do que um inteiro
Porque tudo que sou é uma parte pensante.
A outra é estágio, é corrida, é passagem.
Os céus se bagunçaram totalmente.
Parece que estão se divertindo
Porque eu posso observar, mas não evitar
As evidências estão jogadas por ai.
As constelações estão me fazendo sonhar longe demais. É hora de manter os pés em terra para que que minha mente possa voar livre no ar.
O que passa nesse filme?
Meus jogos talvez sejam de azar somente meu.
É ruim demais ter de jogar para perder.
Boa sorte.
Brincar de escrever
Como gelo caindo em nossas cabeças
Talvez seja menos frio que meu coração
Mas isso está derretendo tudo muito rápido
O que eu posso esperar, pensar muito mais do que sentir?
Talvez de repente nem notemos o quanto faz falta
Alguém ausente ainda é uma presença pulsante.
Os dias se demoram, o tempo se impregna em minha mente e tudo roda
Busco abrigo, busco sombra, busco sair de meus abismos confortáveis
Mas eu sou incapaz de fazê-lo. Sou muito vazio pra ser vazio.
Que brote, que viva, mas que nunca passe de mais do que um inteiro
Porque tudo que sou é uma parte pensante.
A outra é estágio, é corrida, é passagem.
Os céus se bagunçaram totalmente.
Parece que estão se divertindo
Porque eu posso observar, mas não evitar
As evidências estão jogadas por ai.
As constelações estão me fazendo sonhar longe demais. É hora de manter os pés em terra para que que minha mente possa voar livre no ar.
O que passa nesse filme?
Meus jogos talvez sejam de azar somente meu.
É ruim demais ter de jogar para perder.
Boa sorte.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Déficit
As velhas palavras em ruínas não foram totalmente roídas, são, em minha mente insana, como papel rabiscado de carvão.
Eu não quero ser o primeiro a voltar porque sou devoto de lembranças, sou sorriso cínico em olhares de criança.
Dissimulo realidades para que eu possa viajar intrepidamente em meus tolos devaneios. Porque é somente nela, somente em minha própria realidade, eu meu mundo, que eu habito abismos confortáveis.
Eu habito, por força e sem resistência, sou difícil em palavras porque sou frágil em pensamentos.
É com orgulho que vivemos, mas consolido memórias, e assim, devagar eu cresço.
Eu não quero ser o primeiro a voltar porque sou devoto de lembranças, sou sorriso cínico em olhares de criança.
Dissimulo realidades para que eu possa viajar intrepidamente em meus tolos devaneios. Porque é somente nela, somente em minha própria realidade, eu meu mundo, que eu habito abismos confortáveis.
Eu habito, por força e sem resistência, sou difícil em palavras porque sou frágil em pensamentos.
É com orgulho que vivemos, mas consolido memórias, e assim, devagar eu cresço.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Cala frio.
Os votos rompidos são reverberações em minha mente, que, entre trancos e barrancos, fazem de mim um ser incompleto. Peço desculpas pelo que não passou e a esperança medíocre que nunca há de sair de mim. Porque metade de mim ainda te quer de volta e a outra não quer ninguém.
Aqui está muito mais frio do que aí, aqui é dentro de mim, é aquela dor aguda e fria que expande até a pele e arrepia toda noite. Escorre em lágrimas ou inunda de pranto o grito abafado.
É agonia de tudo por não ter nada, é você caindo de podridão em existência e perdendo a chance de ter chance de ser alguém melhor. Porque eu não estou mais enxergando nada além de desencanto, desapontamento e tristeza.
Tudo isso não é meu, é triste demais ver o quanto estou te encarando de cima.
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