terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Cartas em meu nome

Ando caminhos inteiros, corro de atalhos, subo montes e contorno a cidade para desviar das suas sombras.
Mas mais tarde ou menos tarde você me surpreende no metrô ou numa praça pública.
E isso basta para que eu me lembre de que não há um lugar, uma pessoa, uma existência sequer que tenha passado por mim e não tenha ouvido falar de você.

A Cecília é a lagartixa que eu divido meu quarto. Ela me escuta como ninguém, ela me poupa de ter que escrever tanto. Está sempre observando bastante e dizendo pouco. Mas eu sinto que ela me quer bem como a mais ninguém.

Então sinto muito pela insuficiência.
Obrigado.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Viver Orionidas

Quando.. Seus dias se tornarem ligeiramente amenos e as nuvens encobrirem parcialmente o esplendor do astro rei.

Quando suas tardes calmas reclinarem a preguiça em menos ócio ou sesta,

Ao fim de todo ser. Longe dos palcos e da atenção promíscua velada de uma identidade mascarada de carência.

Assim, somente assim, quando o momento chegar, seja a noite.

Seja serena, discreta e encantadora por sua natureza. Não se importe em castigar seus amantes, contemple-os mesmo através das nuvens. Seja estrela, seja a lua, o orvalho, a calmaria.

Seu orgulho é letal, perverso
Ignora as emoções
Não calcula suas ações
E destrói meu universo.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Verão em uma tarde

Corri com pouco impulso e lancei meu corpo em queda livre ao acaso.

Com os olhos fechados fantasio enquanto atravesso os andares e busco encotrar o passeio da universidade.

Materializo a frustração no momento em que o choque acontece..

Sinto meu corpo inundado com o líquido frio. Minha respiração presa, abro os olhos e retomo à superfície.

A piscina está uma delícia.

Eu não ligo, pode ir

Eu não ligo, pode ir
Tenho medo de dizer-te outra besteira
Eu aceito que não há outra maneira.

Eu não ligo, pode ir
Hei de esquecer sábado ou terça feira.
Sei que não há tempo para brincadeira

Eu não ligo, pode ir
Já estou pronto para relevar,
não quero te ver prestes a chorar

Eu não ligo, pode ir
Minha saúde há de aguentar

Pouco importa se partir
Não me importo se ficar

Só me importo de saber 
Se você quer me levar.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Ouça a melodia

A noite cai e o último trem parte da estação.
O sabor da tarde se vai junto dele

Sua passagem é fora de cogitação
Eu nunca pensei em sair daqui.

A minha esperança é que o trem que te leva
É o mesmo que pode te trazer de volta à cidade.

E se isso nunca acontecer, querida, tome novos ares..
Aprenda com suas novas experiências e não tema o passado

Deixe despertar a sua melhor emoção

Feche os olhos e sinta a brisa que te afaga
Sinta a melodia que ela te traz e ouça com o coração

Não se deixe abalar com o medo do fracasso
Não tenha medo de cair na solidão

Pois mesmo que distante eu serei sua canção.

Basta querer ouvir.