A tarde caiu sobre a cidade
E em meio àquela paisagem fosca enevoada
Tive em mente a doce memória de minha amada
Que em sua ternura me concebeu
Num dia me amou, no outro deu adeus
A tarde caiu sobre a cidade
Então tive o belo sonho desse outono
Como herança triste do profundo sono
Fui criando a esperança do sentimento
Quis viver a eternidade do momento
E a noite caiu sobre a cidade
Fria e densa, opaca e estável
Levou em seu peso inacreditável
Me lavou a serenidade insustentável
Que eu nunca soube lidar sozinho
Sozinho.
E a noite caiu sobre mim.
terça-feira, 11 de abril de 2017
Em minha defesa
O que eu posso dizer em minha defesa?
Não há justifica para os erros que cometi
Os pecados satisfeitos consolidam minhas duras penitências.
Eu não posso esquecer das verdades,
das virtudes que me ocorreram e, em todo esse tempo,
sua justiça me equilibrou entre o amor e o real.
Agora eu -exilado do sentir- sofro Por ter a liberdade como sentença.
Tenho a condenação fustigante de ter a todos e, consequentemente, mal ter alguém.
Se meu crime foi te amar demais
Me perdoe, meu bem,
Mas o seu foi muito além,
Você ruiu com minha paz.
Não há justifica para os erros que cometi
Os pecados satisfeitos consolidam minhas duras penitências.
Eu não posso esquecer das verdades,
das virtudes que me ocorreram e, em todo esse tempo,
sua justiça me equilibrou entre o amor e o real.
Agora eu -exilado do sentir- sofro Por ter a liberdade como sentença.
Tenho a condenação fustigante de ter a todos e, consequentemente, mal ter alguém.
Se meu crime foi te amar demais
Me perdoe, meu bem,
Mas o seu foi muito além,
Você ruiu com minha paz.
domingo, 12 de março de 2017
Entre outras mil
Violentas rajadas balançavam a copa daquela velha árvore
Como desejo efêmero do destino se lançando sobre as folhas,
Eis que rompe de seus nós uma -auto julgada frívola- folha
Acometida às incertezas do acaso, faz-se encolhida
E levada ao vento nos braços, fez-se entendida
Embora saudosa de seus galhos, entendeu a vida.
Quanto ao vento, decidido de partir, cessou.
Restou, para a folha, o tempo que não a abandonou
Se viu em queda livre e lenta, pois seu companheiro a atrasava
Tomou força e o deixou por medo de ser deixada
Já com a face em terra firme, concebeu os céus distantes
Assim como também aquelas copas
Viu os ventos que a violam e as horas indo embora,
Fez-se inexistir em folha pra renascer a própria flora.
Sua metamorfose a fez livre e feliz.
Como desejo efêmero do destino se lançando sobre as folhas,
Eis que rompe de seus nós uma -auto julgada frívola- folha
Acometida às incertezas do acaso, faz-se encolhida
E levada ao vento nos braços, fez-se entendida
Embora saudosa de seus galhos, entendeu a vida.
Quanto ao vento, decidido de partir, cessou.
Restou, para a folha, o tempo que não a abandonou
Se viu em queda livre e lenta, pois seu companheiro a atrasava
Tomou força e o deixou por medo de ser deixada
Já com a face em terra firme, concebeu os céus distantes
Assim como também aquelas copas
Viu os ventos que a violam e as horas indo embora,
Fez-se inexistir em folha pra renascer a própria flora.
Sua metamorfose a fez livre e feliz.
quinta-feira, 9 de março de 2017
Vou por aí.
Eu tenho uma coleção de moedas
E há muito isso é tudo que eu realmente tenho.
Pois já era tarde para todos aqueles amores.
Eu tenho amigos, mas eles são em si, não meus, mas comigo.
Tenho tido gratidão, só que mais por consequência do que ocasião.
Não tenho tido a mocinha para ser de fato herói, porque ninguém precisa tanto de um
Nem eu também de ser.
Sou um qualquer andando por quaisquer estradas, ruas e vielas
Isso não é de todo mal, eu enfim estou completo de mim mesmo,
Mas tudo que tenho é, de fato, uma singela coleção de moedas.
E há muito isso é tudo que eu realmente tenho.
Pois já era tarde para todos aqueles amores.
Eu tenho amigos, mas eles são em si, não meus, mas comigo.
Tenho tido gratidão, só que mais por consequência do que ocasião.
Não tenho tido a mocinha para ser de fato herói, porque ninguém precisa tanto de um
Nem eu também de ser.
Sou um qualquer andando por quaisquer estradas, ruas e vielas
Isso não é de todo mal, eu enfim estou completo de mim mesmo,
Mas tudo que tenho é, de fato, uma singela coleção de moedas.
sábado, 4 de março de 2017
Alegoria - Carnevale
Era carnaval, alegorias de falsos sorrisos colorindo festivamente a avenida
Na menina a mistura do arco-íris em seu riso marfim de que ninguém duvida
O moço foi-se perder em seu pecado de amar
Entendido de sorrisos, apaixonou-se pelo olhar
A moça tímida e discreta no meio da euforia
Encarou o rapaz tímido e ele apenas sorria.
Pelas tantas do carnaval afortunado
O bom moço teve seu dia arruinado
Viu a moça se entregando a outro abraço
em seu peito a bateria era agora estardalhaço
Qual tocavam os tambores
E a moça n'outros amores
No entanto, pouco antes de ir embora,
seus amigos o perguntam "por que chora?"
O infeliz responde, "ela é linda e eu não sei nem o nome da menina"
Seus amigos compadecidos os batizaram, Pierrot e Colombina.
Alegoria
Na menina a mistura do arco-íris em seu riso marfim de que ninguém duvida
O moço foi-se perder em seu pecado de amar
Entendido de sorrisos, apaixonou-se pelo olhar
A moça tímida e discreta no meio da euforia
Encarou o rapaz tímido e ele apenas sorria.
Pelas tantas do carnaval afortunado
O bom moço teve seu dia arruinado
Viu a moça se entregando a outro abraço
em seu peito a bateria era agora estardalhaço
Qual tocavam os tambores
E a moça n'outros amores
No entanto, pouco antes de ir embora,
seus amigos o perguntam "por que chora?"
O infeliz responde, "ela é linda e eu não sei nem o nome da menina"
Seus amigos compadecidos os batizaram, Pierrot e Colombina.
Alegoria
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