domingo, 2 de novembro de 2014

O sândalo perfuma o machado que o feriu.

É tempo de mudança. Não vou mais me importar com os que escolheram ir. Tenho em minha mente a certeza de que fiz o que podia e até mais, o resto foi apenas fruto de inconsequências, más escolhas e uma pitada de mentira.

Talvez meu maior atributo não seja recomeçar ou ser forte onde ninguém mais resiste, mas sim conhecer ao máximo das pessoas... às vezes até demais.

O que eu peço é que não se arrependa porque isso porque no meu mundo você morreu mais de uma vez.

Não acredito que pude um dia confiar em alguém como confiei, sendo que fui alvo de inúmeras injustiças. Mas, que sorte a sua, fez logo comigo, um sujeito sem total malícia que não pode se machucar de novo. Afinal, por esta dor eu já tinha passado. Agora, por esta decepção não.

Eu ainda te amo, sou grato por transformar meu mundo, mas serei infinitamente indignado por ter escolhido assim.

Mas reconhecendo seus passos muito errados, não volte nunca, porque eu estou buscando motivos para querer guardar alguma boa lembrança.

Com amor.

sábado, 25 de outubro de 2014

Um vídeo de família e nosso filho nele.

Que as trevas se iniciem em meu coração e tomem conta de todo resto.

Já pensei que chegaria, mas não assim, não hoje, não tão de repente.

Peço a meu pai que me perdoe no camarim, hoje não subirei ao palco, quero o silêncio de meu peito em minhas mãos.

Peço à minha mãe que me perdoe por desobedecer, hoje não quero comer nem orgulhar ninguém.

Peço a meus irmãos que me perdem por me ausentar da brincadeira, hoje só quero meu quarto.

Peço a Deus que me perdoe por não ser bom, hoje só me basta ser.

Peço a meus amigos que me perdoem, hoje não vou rir, só  quero um bom travesseiro.

Peço a meu amor que me perdoe, hoje farei diferente, eu estou desistindo de nós.


Perdão.

Hoje eu não quero existir.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sem Sujeito.

Porque sempre vejo as coisas frente ao próprio corpo.

Estarei amenizado de tanta dor um dia,  e adianto desculpas pro meu amor, porque assim nunca mais serei só.
Mas por que há tanto desencontro em meus vocábulos?  Será que tenho veneno na garganta e sei liquidar meus maiores?

mesmo com motivos pra ter dor, sempre zelo e medo tenho de ter-te por tanto amor, e isso sim é um bom motivo pra querer ser feliz.

Não faço isso porque gosto, faço isso sem porquês. Faço por não ter outro jeito.

No caso de estar sempre a referir a este que os escreve, vou em primeira pessoa do singular, mas deixo o sujeito oculto para mostrar que, mesmo sendo tão egocêntrico,  estou sempre assim, sem me expor diretamente.


sexta-feira, 21 de março de 2014

sem falar no que sinto.

Eu quase aprendi a me afogar no espelho em navego.

Não atento ao relógio, rotina e disciplina, mas ainda no fim vejo o escuro iluminando o que já foi claro.

Venha me dizer que vou perder o sentido nas palavras poucas e mal grafadas em que me exponho.

Tenho sorte no peito e amor ao meu redor. As coisas se inverteram quando eu confiei, não devemos confiar uns nos outros, porque onde há amor há dor ou ódio.

Eu sei esquivar dos golpes, mas sinto tanto por ser atingido. Queria eu poder ter mil e dois anos pra poder aprender vida à minha existência e descobrir o que a ciência não sabe sobre o coração.

"não fala nada, deixa tudo assim, por mim".