Terra à vista!
E disparou-se a âncora naquela rocha cinza. O desembarque foi leve e toda carga mantida à bordo.
Tirou os sapatos e tocou os pés naquela areia fina.
A paisagem era borralha.
O céu iluminava-se de estrelas e infinitas marés de nuvens galácticas.
O farol estava apagado.
E ninguém havia para navegar no cosmos ou notar seu mundo gris.
Mas ainda era cedo para me lembrar de ser sozinho.
Haveria ele de recordar e ter alguma força para se concentrar.
Então subiu as escadarias espirais de seu farol, realimentou sua chama que estava quase se apagando.
O farol agora poderia anunciar novas vindas.
Assim, deixaria de estar a sós ali na lua.
Encontraria nova vida além daquela.
O marinheiro lunar e sua chama.
E a embarcação vindoura do além-mar.